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[Review]: Minecraft para PlayStation 4

Renovando os blocos

O Minecraft é um daqueles jogos que ficam na história pelo fato de ser revolucionário. O game se transformou rapidamente em um fenômeno cultural, com momentos marcantes, fantasias de roupas customizadas e, é claro, chegou finalmente aos consoles. Esse lançamento para o PlayStation 4 é muito parecido ao seu antecessor PlayStation 3 - mas indo um pouquinho mais fundo, você descobrirá uma riqueza de pequenos ajustes e grandes melhorias localizadas debaixo da superfície.

Todos os controles básicos e modos gameplay de seu antecessor de última geração continuam o mesmo, então veja com atenção este review para um resumo mais detalhado da experiência do gameplay do início ao fim. Apesar de ser mais casual em comparação a outros jogos de sobrevivência, como o Don't Starve, há bastante coisa acontecendo no jogo, que está totalmente destacado no modo tutorial super detalhado, que irá ensiná-lo tudo, desde coletar materiais até a construção de sua primeira estrutura. 

Assim como o cavalo de força, a maioria das melhorias visíveis aqui está relacionada ao desempenho. Com a melhoria dos desenhos a distância, você poderá ver suas constrições a kms de distância. Parece ser uma melhoria pequena, mas se você se perder no mundo gigantesco do game, você vai achar útil a habilidade de poder ver seu refúgio ou seus amigos de uma distância aumentada. A configuração está fascinante também, graças à taxa de frame ultra suave e à presença de nitidez em 1080p.

Com o touch pad DualShock 4 sensível ao toque, você pode gerenciar seu inventário, mas ao compará-lo com os botões físicos, não muda tanto assim. 

Talvez é o tamanho do mundo que traz a maior mudança marítima. Apesar de não ser infinito como na versão para PC ou até mesmo na Pocket Edition, a mira aumentada da versão anterior para console lhe dá mais liberdade de explorar e descobrir novos lugares bacanas, desde florestas tropicais até montanhas gigantescas e cavernas expansivas. No final das contas, você vai passar horas se aventurando nesses lugares. Na verdade, se você tiver sorte, você pode até cair em lugares secretos, como templos de areia ou fortes de pedra cheios de riquezas e armadilhas. 

Se caso você encontrar algum inimigo durante a sua jornada, você vai achar o combate bem fácil. No começo você pode achar vantajoso ganhar, mais depois essa briga se torna irrelevante. O jogo final, Netherworld, tem sim um desafio decente, mas assim que você chegar lá, você provavelmente terá obtido recursos mais que suficientes para superar seus combatentes.

Isso não significa que é fácil ou entendiante. A escuridão se torna o maior perigo que você irá enfrentar no jogo, pois os inimigos irão se reproduzir em seus habitats. Se você for explorar de noite ou em minas estreitas macabras, você pode facilmente ser atacado por esqueletos, aranhas, zumbis, entre outros - não há sentimento pior do que achar um creeper perto de um lugar ou estrutura que acabaram de ser criados. Isso acontece porque, se você for descoberto, o antagonista tentará te destruir instantaneamente - e suas criações preciosas também.

Esse sentimento de vulnerabilidade leva a um cenário extremamente intenso e de alta pressão, o que pode ser superado apenas através do alívio que você irá sentir enquanto acha o seu caminho de volta para o seu forte. Pode ser fácil ignorar um mundo feito de tijolos, mas a configuração mais simples com certeza dá lugar a alguns dos momentos mais memoráveis dos jogos recentes.

Você vai poder também compartilhar essas aventuras com seus amigos, pois o modo offline e multiplayer estão presentes nessa versão - até se a hospedagem de mundos em servidores dedicados estiver faltando na experiência do game para console. Você ainda pode compartilhar seus arredores com seus amigos e família, mas seus companheiros não poderão continuar jogando nessa configuração se você sair.

Pode ser bobeira, mas essa versão do Minecraft é provavelmente a que mais tem buracos. Uma das coisas mais gratificantes e divertidas nessa edição é criar e compartilhar suas criações, mas limitar essa experiência a um host online diminui bastante seu valor - principlamente ao ver como o conteúdo e o progresso do personagem não serão transferidos de um mundo para o outro. Claro que a excelente função de compartilhamento incluída no PS4 ajuda a moderar esse erro, mas ninguém que quiser jogar com amigos deve levar isso em consideração.

Outra maior ausência é o suporte a mods. Enquanto este recurso é incomum em consoles fechados, ele ainda é um recurso substancial que contribuiu muito para o sucesso da versão para PC. Com toda a certeza, a versão 'stock' desse game é fantástica e tudo mais, mas ao permitir que os jogadores adaptem a experiência de acordo com suas preferências, a desenvolvedora Mojang cultivou uma comunidade que está sempre lançando tweaks surpreendentes à experiência que já é impressionante. No entanto, essa versão é pequena se comparada à versão para PC.

Conclusão

Mesmo não podendo instalar mods e jogar em mundos infinitos em servidores dedicados, ainda vale a pena colocar o Minecraft: Edição para Playstation 4 na sua lista de jogos mais recentes. Os visuais melhorados e as configurações mais abrangentes sozinhos criam uma experiência significativamente melhor do que a versão disponível atualmente em consoles mais antigos. É claro que essa versão não vai agradar a todos, mas há um motivo do game ter um lugar especial nos corações de milhões de jogadores desde o lançamento da versão inicial em 2011 - e quem sabe agora você descobre se é ou não fã de verdade.

Nota: 8,0

Via: PushSquare

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por Creeper
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